

True Blood, continue focando-se nos vampiros pois assim você ficará boa outra vez. É verdade que é pouco provável que a série ainda consiga ser tão relevante quanto era em suas duas primeiras temporadas, mas ela ainda tem condições de ser bem divertida. E este We’ll Meet Again demonstra uma melhora considerável em relação ao mediano episódio da semana passada.
Como já era de se esperar, os melhores momentos do episódio são aqueles centrados nos vampiros. A Autoridade continua sendo, de longe, o melhor núcleo da série. As cenas envolvendo Roman e seus conselheiros conseguem sempre trazer um tom de urgência e perigo à narrativa e são, sem dúvida, os momentos mais fáceis de serem levados a sério pelo público. A investigação da Autoridade finalmente começa a render frutos e Roman descobre e mata o segundo traidor ao movimento populista infiltrado em seu meio. Fiquei decepcionado pelos roteiristas terem decidido se livrar do vampiro mirim, uma vez que poderiam criar as mais diversas situações nas quais o fato do vampiro ter a aparência de uma criança poderia ser chocante ou até mesmo engraçado. No entanto, sou forçado a admitir que o jovem ator não é dos melhores.
É tão verdade que os vampiros são o ponto forte de True Blood que até mesmo Tara está se tornando suportável agora que é vampira. Ao menos sua transformação revelou uma nova faceta de Pam, que é uma das melhores personagens secundárias da série. O elo fraco no núcleo vampiresco esta semana fica, infelizmente, por conta de Bill e Eric. Ambos protagonizaram momentos tocantes com suas respectivas descendentes, no entanto sua missão de encontrar Russell Edgington caminha a passos de tartaruga. Afinal, quando é que o antigo Rei do Mississipi dará as caras e arrancará a espinha de alguém em rede nacional?
We’ll Meet Again é o melhor episódio da temporada até agora, mas não é perfeito. A trama de Andy e seu trauma de guerra peca pelo mesmo motivo que aquela da fantasma que aterrorizava sua família na temporada passada: é desconexa demais da história principal (e francamente, nem é tão interessante assim). Tenho certeza que lá pelo episódio 9 ou 10 o roteiro dará um jeito de conectá-la a trama principal da Autoridade e do Russell Edgington, no entanto será de uma maneira forçada e artificial. Lafayette também está caminhando para o lado entediante da Força. Sua dupla personalidade mágica apenas repete a trama vista na fraca temporada passada.
Enquanto isso, Sookie percebeu que sua vida se tornou uma bagunça e está decidida a se afastar de problemas para o seu próprio bem e daqueles a seu redor. No entanto, nós sabemos que ela não consegue se segurar e logo irá atrair alguma encrenca. Seu irmão também parece estar sempre próximo de algum tipo de problema e através dele é que conhecemos uma espécie de Moulin Rouge das fadas. Ainda não sei exatamente o que pensar daquilo. A princípio parece apenas mais uma bizarrice de True Blood sem qualquer propósito a não ser o fator estranheza, mas creio ser melhor aguardar essa trama se desenvolver mais um pouco antes de julgá-la (apesar de que se considerarmos o histórico de fadas da série, é bem provável que isso se transforme na pior parte da temporada).
True Blood ainda não está no mesmo nível da segunda temporada, provavelmente nunca mais estará, entretanto We’ll Meet Again é um ótimo episódio que movimenta a trama geral de temporada e consegue divertir. E quando nenhum lobisomem (a não ser Alcide) aparece é sempre um ponto positivo.
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