
Não é nenhum segredo que o final da terceira temporada de True Blood deixou muito a desejar e a premiere do quarto ano, apesar mostrar sinais de melhora ainda, peca pelos mesmos motivos que o anterior. A série sempre usou a questão dos vampiros como alegoria para discriminação contra diversas minorias, gerando relevantes discussões sobre aceitação e respeito do diferente. Além disto, a série sempre abraçou com orgulho seu lado trash, com cenas repletas de sangue falso, dignas de clássicos filmes B. Por fim, as duas primeiras temporadas, embora contassem com vários personagens, tinham poucas tramas paralelas e elas se encontravam na reta final, concluindo de forma satisfatória o arco geral da temporada. O terceiro ano repetiu dois terços desta receita, mas errou a mão ao investir em um número elevado de tramas paralelas que nunca se encontraram e que, pior, eram extremamente chatas (Sam, estou me referindo a você e à sua família). Infelizmente, She’s Not There, o início da quarta temporada, indica que o mesmo erro irá ser repetido.
O quarto ano é aberto com diversas tramas, que a princípio, têm pouca ou nenhuma relação entre si. Apesar disso não ser o ideal, ainda sim é aceitável. O problema é que quase metade dessas tramas distintas não são nem um pouco envolventes ou interessantes. A família de Sam, a não ser pelo seu irritante irmão, foi embora da cidade, mas em seu lugar apareceu uma espécie de “metamorfos anônimos”, que desde já assumiu o posto “Eggs” de personagem/grupo mais chato. Jason agora é policial e continua engraçado como sempre, mas infelizmente ele ainda se envolve com a quadrilha/família/vilarejo secreto dos pantera-homens, que como todos sabem, é lar da insossa Crystal. Tara se mudou, virou lutadora e está pegando uma morena. Tal trama é a mais isolada de todas, mas considerando o passado da moça, essa mudança já é um grande avanço.
Finalmente, retomamos ao gancho final da temporada passada: as fadas. Curto e grosso: foi a parte mais tosca e causadora de vergonha alheia do episódio. Trash, mas não de uma maneira positiva. Mesmo assim, a viagem de Sookie ao mundo das fadas trouxe algo positivo: um salto temporal de um ano na série. É graças à longa ausência da telepata (para ela, se passaram poucos minutos), que os habitantes de Bom Temps puderam se revitalizar.
Desde o início de True Blood até o fim da terceira temporada, apenas um mês havia se passado na trama. Neste curto espaço de tempo, Sookie não só conheceu Bill, como também ficou noiva dele, o salvou de um seqüestro e terminou com o vampiro. Portanto, o salto temporal permitiu à nova temporada ter um ar novo. Como já foi dito, Tara se mudou e se tornou lésbica e Jason é um policial. Além disto, Jessica e Hoyt estão morando juntos e passando por uma crise no relacionamento e o filho de Arlene nasceu. E os vampiros? Sim, eles ainda existem.
Bill, de algum modo, se tornou Rei da Louisiana e, ao lado de Eric, Pam e Nan Flanagan (a porta-voz vampiresca), tenta reverter o estrago à imagem pública dos vampiros causado por Russel, o que promete ser um dos pontos fortes da temporada. Eric agora é o dono da casa de Sookie, o que lhe permite visitar a moça a qualquer momento e sem sua permissão.
O novos seres sobrenaturais da temporada são os bruxos. Laffayette e seu namorado Jesus se juntam a um grupo de feiticeiros necromantes. Necromantes têm controle sobre a morte, podendo reanimar cadáveres e se comunicar com espíritos de pessoas mortas. Como se pode imaginar, tais necromantes deverão se revelar os principais vilões da nova temporada, uma vez que, para todos os efeitos, vampiros são seres humanos mortos.
Apesar de ainda insistir em um enorme número de tramas paralelas, She’s Not There tem um saldo positivo, mostrando que True Blood tirou proveito do salto temporal e apresentando um início promissor para quarta temporada. Para continuar a melhora, seria uma boa idéia tirar Sam e seus amigos metamorfos e trazer Alcide de volta.
Curta a página do TV em Série no Facebook!
Siga o TV em Série no Twitter!
Ofertas Submarino














