Pode ser a nostalgia falando, mas você já observou que geralmente a primeira temporada de uma determinada série é simplesmente a melhor? Claro, há muitas séries que melhor com o passar dos anos. Mas existem aquelas que eram brilhantes em sua temporada de estréia e, por um motivo ou por outro, perderam o encanto ou simplesmente ficaram ruins.
As cinco séries abaixo são perfeitos exemplos deste curioso fenômeno, sem uma ordem definida. Deixaremos de fora aqueles seriados, que mesmo extraordinários, tiveram apenas uma temporada como Firefly, Carnivale e Studio 60 on the Sunset Strip.
Heroes Com um lema marcante (“Save the cheerleader, save the world.”), o primeiro ano de Heroes tinha tudo que uma boa série de ação sci-fi precisa: um vilão intrigante na figura de Sylar, uma missão clara e objetiva e heróis carismáticos em sua maior parte (Isaac e Suresh sempre foram irritantes). Mas acima de tudo, o primeiro ano da série tinha fluidez e consistência, algo que com o passar dos anos foi trocado por um emaranhado de personagens apáticos e tramas enfadonhas e desnecessariamente confusas, dos quais Heroes nunca conseguiu se salvar. 24 Horas A temporada teve um enredo relativamente simples, apesar de contar com algumas reviravoltas e apresentou ação como poucas séries haviam tentado até então. E muita gente ainda continua chocada com o final da temporada, oito anos depois. The Big Bang Theory Sheldon (e o ator Jim Parsons) sempre carregou a série em suas costas, mas na primeira temporada os demais personagens eram mais engraçados e naturais. Hoje é raro termos um episódio bom que seja focado em Sheldon. Leonard cada vez mais fica em segundo plano e Raj é um personagem de uma única piada (sua inabilidade de conversar com mulheres cujo único remédio é o álcool). Howard e Penny conseguem fazer rir, mas quase sempre são coadjuvantes nas gags de Sheldon. E até mesmo ele tem deixado a desejar. Ultimamente o personagem se tornou uma caricatura de si mesmo que peca pelo excesso e acaba por deixá-lo demasiadamente infantil e artificial. Repito: TBBT não está ruim e ainda consegue roubar uns sorrisos no canto da boca, mas está a longe do brilhantismo da primeira temporada. The O.C. O segundo ano conseguiu manter boa parte do charme inicial da série, mas o terceiro afundou a trama ao introduzir personagens irritantes (Johnny Harper) e se focar muito no drama e descartando o humor. A quarta temporada apresentou uma melhora considerável na série, mas àquela altura e estrago já estava feito e a baixa audiência levou ao cancelamento. Prison Break É verdade que a série nunca ficou ruim de fato, mas as temporadas subseqüentes nunca conseguiram se igualar ao nível da primeira, a qual fazia com que o telespectador ficasse cada vez mais tenso a media que o plano de Michael ia se desenvolvendo. Eles bem que tentaram reciclar o tema “Prison Break” na terceira temporada e ela acabou se revelando a pior da série.
A primeira temporada de Heroes estava longe de ser o melhor que a televisão tinha a oferecer, mas foi consideravelmente boa e, sem qualquer dúvida, foi o melhor que a série já ofereceu.
Julgando apenas por esta foto, 24 Horas parece ter sido criada em meados dos anos 90. Mas não, a série estreou no dia 06 de novembro de 2001, menos de dois meses após o atentado de 11 de setembro. Tratando o terrorismo como tema principal e apresentado um herói forte e que não tinha medo de sujar as mãos para conseguir o que queria, o primeiro dia de 24 Horas conquistou o público quando o medo do terror está mais vivo do que nunca em suas mentes.
Infelizmente 24 Horas se viu vítima de seu próprio formato, o mesmo que a consagrou em seu ano de estréia. Devido à natureza extremamente formulaica da série, os roteiros sentiam a necessidade de acrescentar cada vez mais reviravoltas, mortes “bombásticas” e traições deixando a trama desnecessariamente confusa sem nunca conseguir repetir o impacto causado pelo primeiro dia.
Este certamente será o mais polêmico item da lista. E não, The Big Bang Theory não está ruim. Ela, aliás, é uma excelente comédia. No entanto a sitcom dos geeks apresenta sinais de desgaste, principalmente em sua fórmula.
Como um amigo certa vez me disse, a primeira temporada de The O.C. é provavelmente uma das melhores “séries de TV”. Ao contrário dos insossos dramas adolescentes atuais que apelam para escândalos para atrair audiência em vez de criar personagens complexos, a primeira temporada de O.C. contava boas estórias, repletas de humor, ironia, drama e ação. O público torcia por Marissa e Ryan, se divertia com o triângulo entre Seth, Anna e Summer, se emocionava com Sandy e Kirsten, odiava Oliver e não conseguia decidir se amava ou detestava Julie Cooper. Recheada de referências à cultura pop, a primeira temporada nos apresentou ao estranho e recluso mundo de Orange County, que mesmo distante da realidade da maior parte dos telespectadores, permitia uma identificação pessoal como poucas séries conseguiram.
A razão da primeira temporada de Prison Break ser a melhor é extremamente óbvia: aquela é a temporada em que Michael e Lincoln fogem da prisão. Simples assim.













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