Comentários de FlashForward, Fringe, House e Supernatural.
FlashForward – 1×02 – White to Play
Como disse semana passada, FlashForward tem sim muito potencial para ser uma ótima série, mas comete alguns erros básicos e a superexposição é o principal deles. A não ser o principal mistério, nada fica no ar. Pelo contrário, tudo é extremamente bem explicado. Diversas vezes. O roteiro trata o telespectador como um ser incapaz de juntar informações e as esfrega repetidamente em sua cara. Quantas vezes vimos flashes mostrando que o pai do paciente de Olivia é o mesmo homem que aparece na sua visão? Ou quantas vezes vimos a cena em que o agente Noh diz que provavelmente vai morrer já que não viu nada durante o blackout.? Isto foi estabelecido no primeiro episódio, entendemos da primeira vez, não é necessário repetir isto de novo e de novo.
Felizmente este segundo episódio acrescenta duas informações importantes e interessantes ao mosaico da série. Descobrimos que o homem visto acordado durante o blackout no episódio piloto não estava só. Ele estava conversando com D. Gibbons durante o evento e o mais inusitado é que o tal D.Gibbons estava no flash forward da filha de Mark e Olivia. Fringe – 2×03 – Fracture Sei que sempre repito, mas Walter estava excelente. Garantia de risadas sempre que aparece e desta vez a até a vaca Gene contribuiu para a comédia. Gostei também da conversa entre o cientista e sua assistente, Astrid, que é criminalmente sub-utilizada na série. Quando a veremos fora do laboratório? O episódio mostrou também que o tratamento à la Sr. Miyagi do tutor de Olivia deu resultados. Ela não só se recuperou fisicamente, como também fragmentos de sua memória começaram a voltar, o que se liga diretamente ao próximo episódio que promete mostrar o que aconteceu no World Trade Center no fim da temporada passada. House – 6×02 – Epic Fail Enquanto isto House decidiu encontrar um hobby para tirar sua mente da perna dolorida. Tentou diversas coisas somente para descobrir que o único remédio para sua dor, além de Vicodin, é a medicina diagnóstica. Assim, seguindo o conselho do Dr. Nolan (que, felizmente, ao que tudo indica continuará na trama por mais algum tempo) House decide pedir seu cargo de volta no hospital. Resta saber como Foreman, que agora está sem equipe, reagirá à volta do médico. Supernatural – 5×03 – Free to Be You and Me e 5×04 – The End Por Mano. Trecho do texto publicado originalmente no weblog parceiro Caldeirão de Séries. E essa parceria entre o Dean e o Cas deu muito certo — e rendeu ótimos momentos. Ao descobrir que o Cas nunca esteve com uma mulher, o Dean resolve levá-lo à um cabaré para que o anjo (que acreditava estar vivendo suas últimas horas), pudesse perder sua virgindade. Tudo ia bem, até que o Cas espantou a "moça de família" com quem foi pro quarto, devido a sua conversa fiada. Pobre Cas! Mas como o Dean mesmo disse, valeu pela diversão. Já Sam tem sofrido o pão que o Diabo amassou! – não, não estou com pena. Foi "rejeitado" pelo Dean, levou uma surra de uns caçadores que ficaram indignados ao descobrir que ele tem culpa pelo Apocalipse estar acontecendo e ainda recebeu a visita da sua amada Jessica, que depois revelou ser o Lúcifer — ele adora aparecer como a mulher dos outros, não? O encontro com o Lúcifer rendeu uma grande revelação: o Sam é seu verdadeiro recipiente! O Lúcifer precisa que o Sam diga "sim" para ele, aceitando ser possuído, assim como o Dean precisa aceitar que o Michael assuma o controle do seu corpo. Os dois irmãos são recipientes, um do Bem e o outro do Mal (se bem que fica até difícil fazer essa distinção, já que o Bem não é tão bom assim). Resta saber até quando eles vão conseguir recusar esse "chamado". Quanto ao Castiel, ele agora é um mulherengo chapado, beeeem diferente daquele anjo-virgem completamente desajeitado com o sexo feminino que vimos no episódio anterior. O que aconteceu com ele? VIDA! Cas tornou-se humano, mas um humano sem esperanças que resolveu entregar-se às mulheres e à decadência. Diz aí, o Castiel tem sido o maior alívio cômico da série ultimamente, não? Ah, queria só saber como ele reconheceu que o Dean não era o Dean daquele tempo, já que ele perdeu seus poderes de anjo. Mas o grande choque que o Dean sofreu no futuro com em relação ao Sam. O Winchester caçula acabou dizendo "sim" para o Lúcifer e isso desencadeou todo o caos presenciado – Sammy, Sammy, você não aprende! O encontro entre o Dean e o Sam/Lúcifer foi emocionante. Após presenciar o “irmão endiabrado” quebrando o pescoço de sua versão do futuro, o Dean disse que feria de tudo para mudar os acontecimentos. Mas o Lúcifer não demonstrou nenhuma preocupação quanto a essas ameaças, dizendo apenas "Nos vemos daqui a 5 anos, Dean". Não vou mentir, o “Bad Sam” é mais legal do que o Sam bonzinho! Será que eles vão conseguir mudar o futuro? Ou será que chegaremos ao ponto em que o Dean dirá "sim" ao Michael, e o Sam dirá "sim" ao Lúcifer, ocasionando um grande embate entre eles nos futuro? Quem viver, verá!
A princípio o caso dos homens-bomba literais, mesmo sendo visualmente impactante, era algo rotineiro e até sem graça comparado com outros casos da Fringe Division, mas a revelação final fez com que este incidente aparente isolado se integrasse à complicada e instigante trama de geral de Fringe. Descobrimos que o(s) Observador(es) está colhendo informações para preparar um ataque contra nossa realidade (especialmente contra Walter, a julgar pelo conteúdo da maleta). Isto cria uma perspectiva totalmente nova sobre um ser que antes era passivo e até amigável, o Observador careca até ajudou Walter em duas situações distintas na temporada passada. No entanto, considerando que tal informação foi dada pelo vilão do episódio é difícil saber se eles são realmente uma ameaça.
Epic Fail tem a triste fardo de suceder o maravilhoso Broken, e este segundo episódio tem seus méritos, mas estes empalidecem diante da grandiosidade do episódio de estreia da temporada. A trama acompanha o Dr. Foreman, que após a demissão de House, assumiu o a chefia dos diagnósticos no Princeton-Plainsboro Hospital. Seu sofrimento em ser a eterna sombra de House foi bem evidenciada neste episódio quando Taub pede demissão e diz que se inscreveu para trabalhar para House e não para o hospital ou Foreman.
Em "Free to Be You and Me", depois que o Dean e o Sam resolveram seguir caminhos opostos no final do episódio anterior, cada um foi tentar "recomeçar" sua vida sem a presença do outro. Enquanto o Dean continuava caçando (perceberam que ele chamou um vampiro de Twilight?), o Sam resolveu que o melhor seria deixar todo o seu passado para trás e tentar a vida trabalhando em um bar. A sequência de abertura do episódio, que mostrou a “nova” rotina dos Winchester, foi bem legal. Não demorou muito para o Dean encontrar um novo parceiro de aventuras, Castiel, que ao retornar de sua busca (sem sucesso) por Deus, pediu a ajuda do Dean para interrogar um Arcanjo chamado Rafael, que disse que Deus está morto, pois isso tem acontecido tanta "desgraça" na Terra.
Já no episódio seguinte, "The End", tivemos a oportunidade de ver como poderá ser o futuro da humanidade daqui a 5 anos. Prédios destruídos, ruas abandonadas, tudo no "melhor" estilo fim do mundo – a produção da série está de parabéns por ter criado um ótimo clima apocalíptico com poucos recursos. Logo depois de ter sido atacando por uma garotinha demoníaca, o Dean descobre que o vírus Croatoan (visto em um dos episódio da 2ª temporada) voltou e infectou grande parcela da humanidade, transformando a todos em uma espécie de zumbis. Mas há um grupo de humanos que continuam lutando contra tudo isso, principalmente contra o Lúcifer. Este grupo é liderado por ninguém menos do que o Dean do futuro! As duas versões encontram-se e a dinâmica entre eles foi ao mesmo tempo estranha e engraçada. O Dean do presente (ou do passado) pôde ver o quão "idiota" pode chegar a ser — ele chamando a si mesmo de "dick", foi hilário – e teve que lidar consigo mesmo o tempo todo. O problema é que o Dean do futuro é uma versão mais fria, calculista e que não tem pena de colocar a vida dos amigos em risco. O motivo? Ele arrepende-se de não ter dito "sim" para o Michael enquanto ainda tinha tempo e impedir que tudo chegasse aquele ponto.













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