
Nem só de monstros de fumaça, viagens no tempo e ursos polares vive Lost. Desenvolvimento de personagens, relações humanas e romance (sim, logo ele que é tão criticado por alguns fãs dos elementos sci-fi) são partes integrais desta maravilhosa série, que mais uma vez nos surpreende e emociona ao entregar LaFleur, que, para mim, é o melhor episódio da temporada até agora.
Começando exatamente após o final de This Place is Death, LaFleur mostra que assim que John gira a roda, os sobreviventes se estacionam num determinado tempo e deverão ficar lá para sempre (ou até que uma nova reviravolta aconteça). Como Faraday mais tarde explica (“o disco está rodando novamente, só não estamos na canção que queremos”), eles estão a salvo, mas em 1974. A partir daí a narrativa se divide entre 74, quando acontece o primeiro contato do grupo de Sawyer com a Iniciativa DHARMA, e 77, quando eles já são membros dela. É fantástico ver as peças se encaixando tão naturalmente. A primeira cena da temporada que mostrava Daniel trabalhando na construção da Estação Orquídea foi explicada sem que nos déssemos conta. E se no passado os fãs clamavam por um flashback que revelasse mais sobre o trabalho da Iniciativa DHARMA na ilha, agora poderemos ver tal revelação no “tempo presente” e com nossos heróis envolvidos no processo. Precisávamos, e como, de um episódio centrado no ex-golpista (o último foi no princípio da terceira temporada). Pudemos ver a evolução do personagem que, outrora antipático e egoísta, agora se arrisca para salvar uma desconhecida, como bem lembrou Pablo Villaça em seu comentário. Ver Sawyer colhendo uma flor para sua amada Juliet que o esperava em casa após um exaustivo, mas recompensador, dia de trabalho pode parecer algo bobo e trivial na trama de Lost, quando na verdade é comovente e importante para o reencontro do quadrado amoroso entre Jack, Kate, James e Juliet. Vale lembrar que a relação de Juliet e Sawyer agora é bem mais estável que a de Kate e Jack. Por falar em comparações, repararam como o grupo de Sawyer, digo, LaFleur e os Oceanic Six viveram situações bem parecidas? Para ambos os grupos se passaram três anos desde que se separaram e tanto Sawyer como Jack (seus respectivos líderes) inventaram mentiras sobre seus passados para protegerem seus amigos. Lost funciona melhor em episódios como LaFLeur quando os mistérios e enigmas ficam no fundo, mas visíveis. Eles se tornam mais charmosos, mais instigantes. A estátua de quatro dedos apareceu por inteiro pela primeira vez, e mesmo estando longe e de costas, pudemos observar suas características egípcias e um ankh em suas mãos. Objeto que também enfeitava o colar de Paul e que simboliza a vida após a morte, uma possível referência à explicação de como Locke voltou à vida no último episódio. E repararam como o aparentemente imortal Richard Alpert tem traços egípcios? Impecável do início ao fim, LaFleur, assim como seu personagem título, nos cativa e surpreende ao nos lembrar de um lado de Lost que há tempos não era mostrado e que muitas vezes não é devidamente apreciado. Chegamos à metade da temporada com diversas dúvidas (Como as tramas de 2008 e 1977 irão se encontrar? Como Locke ressuscitou? O que aconteceu com Aaron? E Desmond? E Penny? Rose? Bernard?) que irão manter nossas mentes ocupadas até o retorno da série daqui a duas semanas.
LaFleur:


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Gostei muito do episódio, um dos melhores e a relação do Sawyer com a Juliet é animadora.
Também adorei o episódio. Juliet e Sawyer estavam ótimos nele. Gostei também da volta da estátua e do reencontro dos sobreviventes.
Gostei muito do episódio, um dos melhores e a relação do Sawyer com a Juliet é animadora.
Também adorei o episódio. Juliet e Sawyer estavam ótimos nele. Gostei também da volta da estátua e do reencontro dos sobreviventes.